Manaus, 19/05/2024

Brasil

Após morte de cão, Gol suspende transporte aéreo de animais no porão por 30 dias

João Fantazzini e Joca, cão que morreu em transporte aéreo da Gol (Foto: Arquivo pessoal)
João Fantazzini e Joca, cão que morreu em transporte aéreo da Gol (Foto: Arquivo pessoal)
24/04/2024 11h30

A companhia aérea Gol anunciou na terça-feira (23/4) a suspensão do transporte aéreo de animais no porão dos aviões da empresa a partir desta quarta-feira (24). A medida se deve à repercussão do caso do cão Joca, o golden retriever que morreu por ter sido embarcado num voo errado da companhia na última segunda.

Ainda de acordo com o comunicado da companhia aérea, os clientes seguem podendo transportar seus pets na cabine do avião.

Os clientes que já contrataram o serviço de transporte pelo porão pela GOLLOG Animais podem pedir a restituição do valor total ou postergar a viagem.

Entenda o caso

O animal devia ter sido enviado do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para Sinop, Mato Grosso, no mesmo voo em que seu tutor embarcou. Porém, foi enviado para Fortaleza, no Ceará. O tutor dele, o engenheiro João Fantazzini, só soube do fato ao chegar ao Mato Grosso.

Os dois se mudariam para Sorriso (MT) e tudo já estava organizado. Ambos embarcaram para chegar no mesmo horário em Sinop, mas quando o tutor desembarcou e foi procurar o cachorro, a companhia perguntou se ele queria voltar para São Paulo para buscar Joca, que tinha ido para outro estado por uma falha. A companhia ofereceu voo de ida e volta São Paulo/Mato Grosso e hospedagem gratuitos. Ao chegar em São Paulo, outro funcionário da companhia foi receber João dentro do avião, ofereceram comida e depois o deixaram esperando até o pouso do voo que trazia o cachorro.

Ainda segundo João, ele já tinha sido avisado que o cachorro tinha passado mal e o informaram que um veterinário tinha sido acionado. O profissional viu Joca três horas depois de ele ter desembarcado, e ninguém o informava, de acordo com o tutor, até que João encontrou Joca já sem vida dentro do canil.

João disse que o veterinário tinha dado um atestado indicando que o animal suportaria uma viagem de duas horas e meia, mas com o erro, o Joca ficou quase 8 horas no trajeto.

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