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Manaus, 30/11/2021

Amazonas

Atitude de médicos prejudica Alfredo da Matta

Atitude de médicos prejudica  Alfredo da Matta
19/10/2021 13h42

Um grupo de médicos afastados da Fundação Alfredo da Matta (FUAM) está prejudicando a tramitação de um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa (ALEAM), que daria ao órgão o status de hospital e garantiria verbas que hoje faltam para o combate a doenças como a hanseníase, especialidade da organização. E tudo por puro interesse político. Eles convenceram o deputado Fausto Junior (MDB) a pedir vistas da matéria, alegando vícios, e apresentar uma emenda mudando os critérios de escolha da diretoria, tema que não estava incluído no texto. Com isso, retardou-se a aprovação.

A fim de que possa ser habilitada pelo Ministério da Saúde para realização de procedimentos cirúrgicos em dermatologia avançada e reconhecida pelo Ministério da Educação na área de ensino, a Fundação Alfredo da Matta encaminhou ao governo do estado um pedido para que este enviasse à Assembleia Legislativa uma mensagem de Lei a fim que a instituição seja transformada em um Hospital. Depois de quase três meses de tramitação entre a Casa Civil e ALEAM, na hora da votação aquilo que parecia fácil se transformou numa dor de cabeça para a gestão da entidade.

O grupo de médicos, inclusive alguns que estão de licença há muito tempo, alegando doenças graves, convenceu Fausto Junior a inserir no bojo da lei uma emenda com a finalidade de alterar os procedimentos de escolha do diretor da instituição. Ocorre, que o Projeto de Lei em nenhum momento trata sobre a dinâmica da escolha em lista tríplice do diretor presidente do órgão, como aliás encontra-se igualmente definido nos regimentos internos e nas leis delegadas de outras quatro fundações de saúde do estado.

O grupo que retardou a aprovação da matéria foi derrotado na última eleição para a direção da FUAM e tenta impedir que o atual diretor-presidente, Ronaldo Derzy Amazonas, continue no cargo. Para isso, tenta mudar as regras do pleito.
Para piorar esse cenário, a perda constante de servidores por aposentadoria, mortes e exonerações no Hospital Alfredo da Matta, que é referência em dermatologia para o Estado e para o Brasil, tem levado ao fechamento de alguns serviços e deixado de lado a execução de muitos procedimentos especialmente as cirurgias dermatológicas e de câncer de pele.

A instituição sofre ainda com a atitude de alguns médicos que se negam a retornar ao serviço mesmo depois que o Governo revogou o decreto da pandemia que permitia a servidores com mais de 60 anos ficar em casa. Há denúncias de que alguns deles se valem de atestados médicos falsos para deixar de comparecer ao trabalho, mas atendem normalmente em seus consultórios.
A direção da Fundação prefere não se manifestar por ora aguardando que a denúncia alcance os órgãos de controle social como o Ministério público.

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