Manaus, 29/11/2022

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Colisão de veículos: Manaus perde média de 10 postes de energia por mês

Poste caído na Avenida Efigênio Sales, em Manaus — Foto: Carolina Diniz/Rede Amazônica
Poste caído na Avenida Efigênio Sales, em Manaus — Foto: Carolina Diniz/Rede Amazônica
21/11/2022 09h50

De janeiro a outubro deste ano, a Amazonas Energia precisou substituir mensalmente, em média, 10 postes de energia, que ficaram destruídos após colisões de veículos, em Manaus. Os gastos mensais com substituições e reparos dos postes passam dos R$ 74 mil na capital, segundo dados da concessionária. Saiba quem paga.

Em um levantamento feito pelo g1 junto à Amazonas Energia, 105 postes precisaram passar por manutenções corretivas, entre janeiro e outubro de 2022.

Em média, a concessionária de energia gasta R$ 74.345,27, com abalroamentos de poste. Abalroamento é uma colisão entre um veículo e outro objeto, como um poste ou um muro.

Além de destruírem os postes, em alguns casos, as colisões ainda afetam as fiações e vãos de energia, que precisam ser trocados. Nestes casos, uma ou mais equipes se deslocam até o local afetado para realizar a manutenção.

Um exemplo disso ocorreu na quarta-feira da semana passada, quando um caminhão colidiu contra um poste, na Avenida Efigênio Sales, Zona Centro-Sul de Manaus. O acidente afetou outras estruturas que compõem a distribuição de energia na área.

Na ocasião, três postes precisaram ser substituídos e 10 mil pessoas foram afetadas por causa do desligamento da rede elétrica nos bairros Nossa Senhora das Graças, Aleixo e Adrianópolis.

Quem paga o prejuízo?

Inicialmente, quem paga os custos da manutenção é a Amazonas Energia. No entanto, após um levantamento, o motorista que ocasionou o acidente precisa cobrir o prejuízo.

O processo segue os seguintes passos:

  • A equipe que realizou a manutenção faz um relatório, indicando os custos de todos os materiais realizados no serviço.
  • A partir deste relatório, a empresa busca o dono do automóvel de forma extrajudicial, para uma negociação.
  • Caso não consiga, entra com uma ação de ressarcimento por danos materiais no âmbito judicial.
  • O motorista precisa pagar, em média, R$ 8.430,91 por abalroamento.

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