CURSO AUXILIA SEGURADOS A EVITAR DÍVIDAS

Uma vida equilibrada financeiramente, sem o risco de endividamento e do consumo desenfreado. Essa é a nova concepção de organização financeira que os alunos do curso “Planejamento e Controle de Finanças”, da Prefeitura de Manaus, passaram a ter depois de concluída a atividade nesta sexta-feira, 17/5, após 20 horas de aulas intensivas, incluindo teoria e prática. “Esse é o tipo de ensinamento que as pessoas deveriam repassar aos filhos, como os índios fazem em relação às suas tradições”, resumiu o aposentado César Assis, 54.

O segurado foi um dos participantes da atividade, promovida por meio da Manaus Previdência, em uma parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). “Foi o primeiro curso relacionado à atenção às finanças. Consideramos o feedback positivo da turma, quando percebemos a adesão, os relatos evidenciando a abordagem facilitadora do professor e, principalmente, o interesse pela continuação dessa modalidade com a divulgação aos parentes e amigos”, ressaltou a assistente social Deborah Aubert, do setor de Psicossocial da Manaus Previdência, incumbida de acompanhar a atividade.

Presente ao encerramento, a gerente de Previdência da autarquia, Poliane Rio, parabenizou a turma e citou seu próprio exemplo na área,  quando ganhou um livro sobre planejamento financeiro ao se casar, e que as lições aprendidas servem para a organização do seu orçamento. “Passei a entender essa relação equilibrada com os recursos e até hoje aplico o que aprendi no meu dia a dia”, revelou.

Diante de uma turma heterogênea, o professor David Lungareze percebeu que, enquanto uns não tinham nenhum conhecimento na área – e por isso aproveitaram 100% do conteúdo ministrado -, outros já tinham uma noção sobre o assunto e aperfeiçoaram o aprendizado em campos que até então não dispunham de experiência. “Durante todo o curso, eles foram se identificando com a metodologia e o conteúdo, e houve uma interação muito importante, pois quando o aluno se manifesta, o professor pode ir conduzindo o raciocínio da aula, até para atender àquela expectativa”, explica.

Conforme Lungareze, o aprendizado da educação financeira não pode cessar com o curso. “Na verdade, esse conhecimento deve ser trabalhado desde a educação infantil, pois há pessoas que nunca ouviram sobre receita, despesa, juro. É importante que eles continuem estudando, se aperfeiçoando e fazendo leituras complementares”, enfatizou.

Para auxiliar nessa tarefa pós-curso, o professor disponibilizou a cada um aluna uma apostila sobre finanças, fornecida pelo Banco Central. “Com conhecimento nessa área, cada cidadão vai conquistar um melhor padrão de consumo e de investimento”, garante.

Ainda na área das finanças, a Manaus Previdência vai oferecer, em outubro, curso sobre empreendedorismo. Um mês antes, será ofertada a atividade de informática básica, ferramenta fundamental para o trabalho com planilhas eletrônicas. “Essa turma de planejamento e controle de finanças foi a primeira a utilizar o nosso laboratório de informática e convidamos aqueles que não têm conhecimento do equipamento a se matricular nesse curso”, convidou Deborah Aubert, que recebeu o adendo do professor Lungareze sobre a importância do uso de computadores na prática e os exercícios do curso.

Aprendendo junto

Quando viu a fundamentação do curso de Planejamento e Controle de Finanças, o aposentado César Assis não pensou duas vezes: na aula seguinte à inaugural, trouxe a esposa e o filho, de 27 anos, para se integrarem à turma. “Fiz para que todos sintam a importância dessa atitude financeira no cotidiano”, esclareceu.

Para ele, o professor está certo quando defende de que informações como essa deveriam fazer parte da educação básica de cada cidadão. “Enquanto isso não acontece, os adultos devem repassar esses conceitos às crianças, tal qual fazem os índios em relação à sua cultura”, exemplifica.

Em sua fala de agradecimento pela oportunidade de estar na atividade, Assis sugeriu que vagas extras fossem criadas nos cursos, além das que são ofertadas. “Assim, as desistências que geralmente acontecem não afetariam o volume da turma, e daríamos oportunidade àqueles que estão em lista de espera”, justificou.