Manaus, 24/09/2022

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Filhos e mulher realizam ato pela paz no Dia dos Pais em memória de petista morto a tiros em Foz do Iguaçu

Filhos e mulher realizam ato pela paz no Dia dos Pais em memória de petista morto a tiros em Foz do Iguaçu
14/08/2022 15h30

Os filhos e a mulher do tesoureiro do PT Marcelo Arruda, morto a tiros em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná realizam neste domingo (14), Dia dos Pais, um ato religioso pela paz em memória do petista.

Marcelo Arruda foi baleado em 9 de julho pelo policial penal Jorge Guaranho na própria festa de aniversário, que tinha como tema o PT e o ex-presidente Lula. Arruda revidou os disparos e atingiu Guaranho, que ficou internado desde a data do crime, até a última quarta-feira (10), quando teve alta e foi preso. Veja outros detalhes do crime mais abaixo.

Cerca de 50 pessoas, entre familiares e amigos, participaram da ação que foi realizada próximo a igreja matriz de Foz do Iguaçu. Eles levam cartazes com dizeres “1º Dia dos Pais sem nosso pai”, “chega de ódio, queremos paz e justiça”.

Com rosas nas mãos, o grupo fez algumas orações e, em seguida, uma caminhada em silêncio em ruas próximas à igreja.

Leonardo Miranda de Arruda, um dos filhos do tesoureiro, disse que o ato teve como objetivo pedir justiça e tolerância após a morte do pai. Ele lembrou que este é o primeiro Dia dos Pais sem Arruda.

“Pela, pela justiça, pelo fim de todo esse ódio que assombra a nossa sociedade. […] A Justiça, claro como foi feita, começou a ser feita, que ela continue sendo feita. Que a pessoa que cometeu esse ato que infelizmente tirou o meu pai de mim, hoje estou comemorando o dia dos pais sem meu pai […] que ele pague pelo que fez. Não vai trazer meu pai de volta, mas é algo que demonstra que a Justiça pode ser feita”, afirmou Leonardo.

A mulher de Marcelo Arruda a policial civil Pamela Silva também falou sobre o pedido de justiça e a importância do ato para os filhos do tesoureiro.

“Um ato importante principalmente para os filhos, terem esse momento de acolhimento com amigos, com a família, para continuar pedindo pela paz, esse é o principal. Para que não haja mais esse ato de violência que aconteceu com o Marcelo e a justiça, perante essa violência brutal, perante o crime, que haja justiça,” disse a viúva.

Prisão

Na quarta-feira (10), quando Guaranho recebeu alta e deveria ser transferido para o Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Contudo, um ofício do próprio Complexo disse que o local não tinha estrutura para atender as necessidades médicas que o réu precisaria, por isso, ele ele ficou em prisão domiciliar e usando tornozeleira eletrônica.

A Justiça, no entanto, revogou na sexta (12) a prisão domiciliar do policial e determinou que ele fosse transferido para CMP de Pinhais, que informou que tinha as condições necessárias para oferecer a assistência médica necessária ao policial penal federal.

Na madrugada de sábado, por volta das 2h50, Guaranho deu entrada no Complexo, onde se encontra em uma cela, recebendo todo apoio necessário, conforme a Secretaria de Segurança Pública.

A defesa dele afirmou no sábado que o local não oferece as condições ideais para Guaranho e entrou com pedido na Justiça para revogação da prisão dele.

O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça e o policial permanece preso neste domingo (14).

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