Manaus, 06/07/2022

Brasil

Indígenas e servidores protestam na sede da Funai, em Brasília, e fazem paralisação nacional por justiça a Dom e Bruno

Protesto de indígenas e servidores da Funai em Brasília, nesta quinta-feira (23) — Foto: Brenda Ortiz/G1
Protesto de indígenas e servidores da Funai em Brasília, nesta quinta-feira (23) — Foto: Brenda Ortiz/G1
23/06/2022 12h50

Servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) e indígenas realizam um protesto na manhã desta quinta-feira (23), em frente ao prédio da fundação, no Setor Comercial Sul, em Brasília. O ato fazer das mobilizações para que os culpados pelas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Philips sejam devidamente identificados e responsabilizados.

Os servidores da Funai também realizam uma paralisação nacional de 24 horas, nesta quinta. De acordo com os organizadores, o ato pede a continuação das investigações contra a “ampla cadeia de crime organizado instalada na terra indígena do Vale do Javari, no Amazonas”, e “pela proteção dos indigenistas, dos povos indígenas e de suas lideranças, organizações e territórios”.

O ato é acompanhado pela Polícia Militar. Os participantes carregam cartazes com as fotos de Dom e Bruno e pedem mais proteção aos povos indígenas. Questionada sobre as manifestações, a Funai não tinha se posicionado até a última atualização desta reportagem.

As mobilizações dos servidores tiveram início à época do desaparecimento do indigenista e do jornalista, durante uma viagem ao Vale do Javari. À época, o grupo pedia mais empenho nas buscas pela dupla e melhores condições de trabalho.

Morte de Bruno e Dom

Os corpos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, que estão em Brasília, serão liberados paras famílias nesta quinta-feira (23), de acordo com a Polícia Federal. A liberação ocorre após a conclusão das perícias.

Os dois desapareceram em 5 de junho e os restos mortais deles foram encontrados em 15 de junho, após um dos suspeitos confessar envolvimento no crime. Três homens estão presos pelo no assassinato, mas a PF ainda apura envolvimento de mais pessoas.

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