Manaus, 15/08/2022

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Manifestantes tentam invadir sede do governo da Argentina

Manifestantes tentam invadir sede do governo da Argentina
10/07/2022 15h00

Milhares de pessoas se manifestaram nas ruas da capital e de outras cidades da Argentina, neste sábado (9), em meio à celebração do Dia da Independência, com críticas ao governo em meio a dificuldades socioeconômicas.

Vários deles com a bandeira nacional, os manifestantes portavam cartazes e também panelas, em meio a dúvidas sobre o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e com uma inflação que já acumula 30% até agora em 2022 e que, segundo analistas, poderia bater em 70% ao ano, além da escassez de dólares e da alta do preço da moeda americana no mercado oficial e no paralelo.

Em Buenos Aires, aconteceram concentrações perto do Obelisco, na avenida 9 de Julio e na Plaza de Mayo, sob a consigna “Defendamos a República”. Houve participação de vários segmentos políticos, bem como uma forte presença da esquerda argentina, em uma semana marcada por enfrentamentos entre as distintas forças da coalizão governista. Também houve a presença de setores da oposição e de grupos de direita.

Em uma das imagens compartilhadas pela imprensa local, os manifestantes aparecem forçando o portão da Casa Rosada (sede do governo da Argentina), em Buenos Aires.

As manifestações na capital foram acompanhadas por atos em outras grandes cidades do país, como Mendoza, Córdoba, Santa Fé e Rosário, entre outras.

Em discurso pelo Dia da Independência, para marcar a data, o presidente Alberto Fernández pediu “unidade” e que diferentes facções trabalhem para isso.

– A história nos ensina que é um valor que devemos preservar nos momentos mais difíceis. Devemos trilhar o caminho para o equilíbrio fiscal e estabilizar a moeda – disse Fernández, acrescentando que o país precisa de responsabilidade econômica.

Em sua fala, Fernández também comentou que a inflação ocorre no mundo todo, porém “prejudica mais seriamente nossa economia, caracterizada por conviver com processos inflacionários persistentes”. O presidente disse que isso “torna mais complicada a distribuição justa da renda”.

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