NÃO VAMOS ACEITAR AS MEDIDAS DO MINISTRO DA ECONOMIA PARA O AM

O deputado federal Sidney Leite (PSD) afirmou que a bancada do Amazonas não vai aceitar, passivamente, que o ministro da Fazenda Paulo Guedes não considere o Amazonas como parte do Brasil. E, que, tanto de forma individual, quanto em grupo, os deputados do Amazonas vão lutar diuturnamente para que o modelo econômico da região não seja extinto, como planeja o ministro.

Durante entrevista a jornalistas da Globonews na noite de quarta-feira (17), Guedes deixou claro que não precisa mexer na Zona Franca de Manaus, basta reduzir a zero todo os impostos, como o II (Imposto de Importação) e o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado).

“Se isso acontecer, acaba com a Zona Franca. Isso mostra falta de compromisso com o nosso Estado e, deixa evidente sua intenção de extinguir de vez o modelo econômico. Não vamos permitir. Vamos lutar, em grupo e também nas comissões às quais participamos como membros, na defesa do nosso Polo Industrial”, disse Leite.

Nas palavras de Guedes durante a entrevista, ele afirma que o Brasil não pode ficar “ferrado” por conta da Zona Franca e da manutenção das vantagens comparativas que o polo tem, amparadas na Constituição Federal. “Quer dizer que o Brasil não pode ser eficiente?”, questionou o ministro ao ser inquirido sobre a ZFM pelos jornalistas.

A declaração de Paulo Guedes traz à superfície que as promessas feitas pelo governo federal, de manter o modelo e não oferecer nenhuma ameaça, não passam de falácias e que, na verdade, está em curso um projeto de desmonte do Polo Industrial de Manaus. “O papel do poder público e do ministro, como responsável pela economia brasileira, é de criar oportunidades e, não acabar com empregos. E, se o que ministro planeja para o Amazonas acontecer, vai prejudicar o Estado e todo o país”, analisou o deputado.

Criada há 52 anos para alavancar a economia do interior do país, a Zona Franca emprega, diretamente, quase 90 mil trabalhadores num parque fabril de cerca de 400 empresas e, em 2018, fechou o ano com um faturamento de R$ 85 bilhões.