Manaus, 30/01/2023

Mundo

Pais que recusaram “sangue vacinado” perdem guarda

Pais que recusaram “sangue vacinado” perdem guarda
11/12/2022 15h00

Um bebê de seis meses, cujos pais haviam proibido uma cirurgia de urgência por receio de que os doadores tenham sido vacinados contra a Covid-19, terá sua guarda assumida temporariamente pelo Supremo Tribunal da Nova Zelândia. Um juiz decidiu que a criança permanecerá sob a tutela do tribunal até que se recuperasse da cirurgia, que foi realizada nesta sexta-feira (9).

O bebê, que tem sido chamado pelo tribunal como “Bebê W”, está internado no hospital Starship de Auckland e se recupera bem do procedimento. A operação foi para corrigir um problema cardíaco conhecido como estenose pulmonar valvar.

O procedimento cirúrgico havia sido adiado porque os pais não querem que a criança receba qualquer transfusão de sangue que seja proveniente de doadores que receberam vacinas contra a Covid-19 de RNA mensageiro, como as da Pfizer e da Moderna.

O tribunal também nomeou dois médicos como seus agentes para supervisionar questões relacionadas à operação e à administração de sangue, de acordo com documentos do tribunal.

Sue Grey, advogada dos pais da criança, contou ao The Guardian que eles não iriam recorrer da decisão judicial e priorizariam um “momento tranquilo com o bebê até a operação e apoiá-lo durante a operação”.

A tutela médica durará até a recuperação pós-operatória do bebê, prevista para janeiro de 2023. De acordo com a sentença do juiz, os pais permanecem como tutores “para todos os outros propósitos” e serão “informados sobre a natureza e o progresso da condição e tratamento do Bebê W”.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.