Cultura e Entretenimento

“Poetas do Esgoto”: o rap do Norte quer a cena nacional

“Poetas do Esgoto”: o rap do Norte quer a cena nacional

Abrindo o ano de 2021, a terceira faixa do projeto “Poetas no Esgoto” quer firmar a voz nortista na cena do Rap Nacional, para se tornar  referência no Sul/Sudeste do país. A obra mostra a realidade em meio a pandemia, violência policial nas periferias e assuntos como violência a mulher, racismo, milícia e a marginalização do favelado.

Este é o primeiro projeto fonográfico e audiovisual que une a voz da comunidade em 3 partes do país.

Beat: Produção do beatmaker RVL$, o jovem prodígio manaura.  Base que conta com a presença dos artistas: Haru Mc, Victor Xamã e  Rafa Militão.

2° Beat: Produção em conjunto dos beatmakers ALTRAN e RVL$, com um aspecto mais agressivo e diferenciado o famoso “DRILL”.

Na voz, participação nacional do rapper do Rio de Janeiro, integrante do Favela Cria, DoisT , e os mcs do coletivo Koren e DaCota.

3° Beat: Produção de 3 Beatmakers, tem parte do produtor Veterano do coletivo 333, o grande Lndro Beats, o Nordestino Sativo e o mestre RAPadura.

Beat que carrega um aspecto cultural com o sample da música “Bate forte o Tambor”, em homenagem ao cantor manauara e representante do grupo Carrapicho, Zezinho Corrêa. E também a lírica com sentimento dos Mc’s W, Benevides e o convidado RAPadura.

Em colaboração com os selos manauaras Quarto Prod. e Trevo Records, o videoclipe da música a ideia das letras, com a escolha de três locais distintos para cada beat.

Cenários

Paricatuba

O primeiro deles foi nas Ruínas de Paricatuba, localizada a 30km de Manaus, às margens do rio Negro, no município de Iranduba, resistente até hoje desde o tempo da Belle Époque.

Beco da Bomba

O segundo lugar foi no popularmente conhecido  Beco da Bomba, rua do bairro do Educandos, próximo ao Centro de Manaus que em 2018 sofreu ainda por causas desconhecidas o 2º maior incêndio da história da cidade, deixando mais de 600 famílias afetadas pela tragédia.

Museu da Amazônia

E em terceiro e último cenário, o Museu da Amazônia, criado em Janeiro de 2009 o Musa é um museu vivo localizado na Reserva Florestal Adolpho Ducke,  uma das poucas florestas primárias em área urbana do mundo.

História de “Poetas no Esgoto”:

Em 2017, com o lançamento do primeiro “Poetas no Topo”, o Coletivo 333 lançou uma sátira intitulada de “Poetas no Esgoto“, uma referência que chamou a atenção, justamente por imaginarem que seria algo mais voltado para uma paródia, o que não era exatamente. Lançada no dia 1° de Abril, a faixa abriu os trabalhos da 333 como grupo de Rap.

A primeira faixa contou com a presença de 9 MC’s: Koren, Huggo, DoCarmo, Benevides, Magro, Eri-Q, Haru, DaCota & Nescall, com produção musical de Nescall, DJ treme e o atual dj 333, F.L.E.X beats.

A música mostra o underground da cidade, trazendo mais que rimas nas letras, carregando sentimento em cada linha e esperança nos versos.

Após o lançamento, este foi o projeto de Rap com o maior número de streams do Norte, acumulando mais de 1 milhão de visualizações em todas as plataformas digitais, possuindo como idealizadores um coletivo de Hip-Hop, formado por quatro grupos de Rap: Shadowclan, Expresso Submundo, Arcanos & TDM Rap, que acabou formando o COLETIVO 333.

Coletivo 33

Ativo desde 2017, o coletivo se originou na região sul da capital do Amazonas. Com sede em uma comunidade do centro, conhecida com Marreca City (lugar onde os integrantes se conheceram) a ideia era unificar os interesses e melhorar a estrutura dos grupos.

Membros: Mcs – Benevides, DaCota, Koren, O Haru, W; Beatmakers – ALTRAN, LnDRO e RVL$

Produção Audiovisual : Vitória Lopes

Empresário musical: Kaike Dorval.

CLIPE

*Com informações da assessoria