Manaus, 05/07/2022

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SENADO RECEBE RELATÓRIO DO FBI SOBRE INVESTIGAÇÃO DE ACUSAÇÕES DE ASSÉDIO CONTRA KAVANAUGH

SENADO RECEBE RELATÓRIO DO FBI SOBRE INVESTIGAÇÃO DE ACUSAÇÕES DE ASSÉDIO CONTRA KAVANAUGH
04/10/2018 15h00

G1 –  O Senado dos Estados Unidos recebeu nesta quinta-feira (4) o relatório do FBI sobre as acusações de assédio sexual feitas contra o juiz Brett Kavanaugh, indicado por Donald Trump à Suprema Corte. O conteúdo do relatório não será divulgado, mas os senadores devem analisá-lo nesta quinta, antes da votação para confirmação da nomeação de Kavanaugh, que será na próxima sexta-feira. Segundo a rede CNN, ela deve ser concluída no dia seguinte.

O recebimento do relatório foi confirmado pelo senador Chuck Grassley, da Comissão Jurídica do Senado. Segundo a agência AP, o relatório ficará em uma sala de segurança reforçada no porão do Capitólio. Kavanaugh é acusado por três mulheres de má conduta sexual.

Mais cedo, a Casa Branca afirmou que recebeu o relatório e que estava “totalmente confiante” de que o Senado irá aprovar sua nomeação.

A Comissão Jurídica do Senado americano aprovou a indicação de Kavanaugh na última sexta-feira (28). No entanto, durante a sessão, o senador republicano Jeff Flake (Arizona), que tinha um voto decisivo para a aprovação, pediu que a votação no plenário fosse adiada para que o FBI pudesse investigar as alegações contra o juiz.

A investigação foi ordenada pelo presidente Trump, que tem defendido seu indicado “até o fim”. Nesta quarta, declarações do presidente com ironias contra uma das acusadoras de Kavanaugh atiçaram as tensões sobre este caso.

Audiências

Na quinta-feira (27), o comitê ouviu uma das acusadoras, a professora de psicologia Christine Blasey Ford, que contou ter sido agarrada por Kavanaugh durante uma festa na década de 1980. Ela afirmou que ele tentou tirar sua roupa à força e que acreditou que ele tinha a intenção de estuprá-la. Na época do caso relatado, Christine tinha 15 anos, e ele tinha 17.

Ford disse estar absolutamente certa de que ele era o agressor, mas não conseguia lembrar de certos detalhes.

Em seguida, o magistrado de 53 anos se defendeu das acusações. “Não questiono que a doutora Ford tenha sido atacada sexualmente por alguém em algum lugar em algum momento. Mas não por mim. Nunca ataquei ninguém”, afirmou.

O indicado de Trump se diz alvo do ódio contra chefe de estado americano. Na sua análise, democratas querem “detoná-lo e derrubá-lo” e o processo de confirmação para a Suprema Corte virou uma “desgraça nacional”.

Vaga na Suprema Corte

Caso seja confirmado pelo Senado, Kavanaugh vai ocupar a vaga deixada por Anthony Kennedy, que vai se aposentar. Ele poderá mudar a posição da Corte em casos como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Católico, Kavanaugh se formou na Universidade de Yale e ficou conhecido por manter uma interpretação originalista da legislação – ou seja, decide de acordo com o que está disposto “na letra da lei”.

Kavanaugh vinha atuando como juiz em tribunais de apelações dos Estados Unidos, no Distrito de Columbia, desde 2006, sendo autor de mais de 300 opiniões, incluindo 11 que foram confirmadas pela Suprema Corte.

Antes de se tornar juiz, ele trabalhou como advogado da Casa Branca para o presidente George W. Bush.

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