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Manaus, 30/11/2021

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Vigília na frente do fórum clama por justiça no caso “Thainara” em Manaus

Vigília na frente do fórum clama por justiça no caso “Thainara” em Manaus
25/08/2021 10h41

MANAUS  – Familiares e movimentos feministas realizaram na manhã desta quarta – feira (25), uma vigília em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, na zona centro-sul da capital amazonense. A manifestação é um clamor por justiça no caso de Thainara Barbosa Silva assassinada pelo companheiro na frente filha do casal de 3 anos de idade em abril de 2019 .

Participam do ato o Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM), a Associação das Mulheres Brasileiras (AMB) Amazonas, as Ativistas Feministas pelo Fim da Violência contra as Mulheres e o Levante Feminista contra o Feminicídio. Após 2 anos do crime o réu Bruno Henrique Silva esta sendo julgado no plenário do Tribunal de Justiça do Amazonas.

No dia 1º. de abril de 2019, Bruno matou Thainara com 20 facadas na frente da filha do casal, uma menina à época com apenas três anos de idade. O acusado fugiu da cena do crime e ficou foragido. Após protestos da família por Justiça, ele foi preso pela Polícia Civil do Amazonas, no dia 3 de abril daquele ano.

A “Vigília Justiça por Thainara” só terminará quando for anunciada a sentença do réu. “Thainara foi mais uma mulher tirada do seu direito de viver, então não podemos ficar de braços cruzados neste caso. O réu tem que ser condenado, pois a impunidade incentiva outros feminicídios”, disse a feminista Luzanira Varela, uma das coordenadoras do FPMM, que estará acompanhando a vigília.

Marinete Almeida, indígena Tukano, disse que acompanhar a “Vigília Justiça por Thainara” é importante para chamar atenção também da violência contra as mulheres indígenas e dos casos recentes de feminicídios em São Gabriel da Cachoeira (AM) e no Nordeste do país. “Nós queremos Justiça, nós queremos um olhar para nós, sejamos mulheres indígenas, negras, lésbicas, trans, e de periferia. Que prevaleça a Justiça e o réu condenado”, disse Marinete, representante do FPMM e da AAIMAV (Associação das Artesãs Indígenas da Amazônia Viva – Manaus).

Os casos de feminicídios aumentaram no Amazonas no ano de 2020. Foram 16 crimes contra 9 registrados em 2019. De janeiro a julho de 2021, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) notificou em sua estatística 7 feminicídios, sendo 5 em Manaus, 1 em Manacapuru e 1 em Boca do Acre, no sul do estado.

Esta será a terceira vigília realizada pelas mulheres feministas desde fevereiro de 2020, quando elas se mobilizaram para acompanhar o julgamento do feminicídio da perita Lorena dos Santos Baptista, morta pelo marido a tiros em 2010. A “Vigília Justiça por Lorena” durou cinco dias em frente ao Fórum Henoch Reis. O réu foi condenado com uma penalidade de 9 anos e seis meses de reclusão pelo crime de homicídio.

Em 19 de março do ano passado, quando a pandemia do novo coronavírus já atingia o Amazonas, o FPMM realizou, com o protocolo sanitário, a “Vigília Justiça por Jerusa Nakamine”, vítima de feminicídio, em 12 de abril de 2018. O julgamento pelo crime de homicídio, no entanto, foi cancelado após um jurado passar mal durante a sessão. O réu, que atingiu a esposa com 18 facadas, continua na impunidade.

Durante a “Vigília Justiça por Thainara” estarão presentes na frente do Fórum Henoch Reis representantes das organizações feministas e de familiares da vítima. A mobilização estará respeitando o protocolo sanitário da pandemia. As ativistas usarão máscaras e álcool em gel, assim como evitarão aglomerações.

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