Manaus, 21/05/2022

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Zelensky chama tropas russas de “estupradoras” e “carniceiras”

Zelensky chama tropas russas de “estupradoras” e “carniceiras”
04/04/2022 13h21
Nesta segunda-feira (4), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky visita a cidade de Bucha, onde há um cenário de morte e destruição que têm provocado indignação na comunidade internacional. Vestindo um colete à prova de balas, o chefe de Estado acusou a Rússia de cometer genocídio e crimes de guerra no local. Ele classificou as tropas invasoras como “carniceiras, estupradoras e saqueadoras”.

– Estes são crimes de guerra e serão reconhecidos pelo mundo como genocídio. Sabemos de milhares de pessoas mortas e torturadas, com membros decepados, mulheres estupradas e crianças assassinadas – disse Zelensky à imprensa.

Segundo o presidente, o ataque aos civis atrasará as negociações de Kiev com Moscou. Ele ainda pediu mais sanções contra a Rússia.

– É muito difícil conversar quando você vê o que eles fizeram aqui. Quanto mais a Federação Russa prolongar o processo de negociação, pior será para eles, para esta situação e para esta guerra – assinalou o líder ucraniano.

O governo do país afirma ter recolhido mais de 400 cadáveres de civis espalhados nas regiões próximas à capital, Kiev. Jornalistas registraram fotos de cidadãos mortos com as mãos amarradas nas costas, caídos em suas bicicletas, esmagadas dentro de seus carros por tanques ou atirados em valas comuns. Há ainda denúncias de estupro contra mulheres ucranianas.

– Mulheres [foram] estupradas na frente de seus filhos, meninas [foram estupradas] na frente das suas famílias, como ato deliberado de subjugação. Estupro é um crime de guerra – advertiu a embaixadora do Reino Unido na Ucrânia, Melinda Simmons.

O Kremlin nega categoricamente ter sido responsável pelas atrocidades. Segundo o governo russo, trata-se de uma “performance encenada pelo regime de Kiev para a mídia ocidental”.

– Quem são os maestros desta provocação? Evidentemente os Estados Unidos e a Otan – disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério russo das Relações Exteriores.

A Rússia pediu uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para tratar sobre o caso, mas o Reino Unido, que preside o órgão, recusou-se a convocá-la.

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