Manaus, 20/08/2022

Saúde

Alerta na saúde: Além de crianças, SP registra casos de grávidas com varíola dos macacos

Alerta na saúde: Além de crianças, SP registra casos de grávidas com varíola dos macacos
04/08/2022 14h20

O secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, David Uip, disse nesta quinta-feira (4) que se preocupa com a estigmatização da varíola dos macacos em um determinado grupo e que a comunicação sobre a doença deve ser “absolutamente sem preconceitos”.

Dos 1.298 infectados do estado de São Paulo, 97% são homens, e a mediana de idade é de 33 anos. No final de julho, o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselhou que homens que fazem sexo com homens – como gays, bissexuais e trabalhadores do sexo – reduzam, neste momento, o número de parceiros sexuais para diminuir o risco de exposição à varíola dos macacos.

David Uip contou que tratou do primeiro caso de HIV no país, em 1982. “Nós fizemos tudo errado na parte de comunicação, nós, profissionais de saúde. Naquele momento virou uma coisa muito chata, virou uma doença preconceituosa, estigmatizante, e nós pagamos o preço por esse erro até hoje”, afirmou o infectologista.

Uip afirmou ainda que a prevalência deste grupo específica é transitória. “Daqui a pouco, todas as pessoas vão estar passíveis de contaminação, então este cuidado nos faz dividir a comunicação para o público geral e a comunicação para grupos mais prevalentes. Por exemplo, nós já temos casos em crianças, em mulheres grávidas, e em mulheres e homens que moram nas ruas”.

Dos infectados do estado, 98% são casos leves. Os 2% que precisaram de internação são de pessoas que tiveram mais de 100 lesões no corpo.

A grávida que for diagnosticada com varíola dos macacos será acompanhada e indicada para o parto em uma unidade de saúde de alto risco. A indicação para o parto passa a ser de cesárea, mas, caso não hajam lesões na região perianal, poderá ser avaliada a possibilidade de parto normal.

Já as mulheres que amamentam e forem infectadas receberão a orientação de ficar 14 dias sem amamentar. O secretário de Saúde reforçou que estas são as orientações para este momento, mas que podem mudar de acordo com as atualizações sobre a evolução da doença em gestantes e lactantes. Segundo Gorinchteyn, ainda não se sabe, por exemplo, se a doença pode ser transmitida através do leite materno.

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