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Manaus, 02/12/2021

Cultura e Entretenimento

As Trapeiras compartilha vivências e inspirações para o fortalecimento de mulheres cis e trans

As Trapeiras compartilha vivências e inspirações para o fortalecimento de mulheres cis e trans
19/11/2021 15h20

No dia 01 de dezembro de 2021 (quarta-feira), às 19:00, o Coletivo As Trapeiras promove a live “Fortalecendo Mulheres” no instagram @astrapeiras. Um encontro virtual que marca o encerramento do projeto “Fortalecendo Mulheres”, contemplado na 17ª edição do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais do Município de São Paulo (VAI) 2020 – Modalidade 2, que desde março de 2021 se conecta com mulheres trans e cis criando um espaço de fuga do cotidiano para dialogar, criar estratégias e fortalecer suas redes de apoio.

Com a participação de uma profissional atuante em Serviços Especializados de Atendimento à Mulher, uma frequentadora destes mesmos serviços e uma das artistas parceiras do projeto, As Trapeiras promovem um bate-papo para compartilhar experiências vividas em conjunto durante o último ano, marcado pelo avanço da pandemia da COVID-19 e pelo crescimento alarmante dos índices de violência contra a mulher.

Uma narrativa sobre as iniciativas que foram adaptadas para o universo digital na tentativa de superar este momento desafiador, criando espaços de diálogo e acolhimento para as vítimas.

Além de criar estratégias para que as mulheres conseguissem participar das ações online, como a disponibilização de chips de internet para as participantes que necessitassem, com o projeto “Fortalecendo Mulheres” o Coletivo As Trapeiras buscou fomentar o empoderamento feminino através da arte, com a realização de apresentações do espetáculo de teatro fórum “Tramarias: Libertando-se das Tramas” e também oficinas que envolveram a construção de xequerês, danças circulares e práticas teatrais.

As ações foram realizadas em parceria com sete Serviços de Atendimento à Mulher, localizados nas cinco zonas da cidade de São Paulo, espaços escolhidos em razão de seu alto índice de vulnerabilidade social e um quadro grave de violência contra a mulher, de acordo com o Mapa da Violência Contra a Mulher.

Em março, as ações iniciaram com mulheres que possuem vínculos com o Centro de Defesa e Convivência da Mulher – Casa Mariás, um espaço integrativo para mulheres vítimas de violência doméstica localizado na Zona Norte de São Paulo.

Nos meses seguintes, o grupo se conectou com mulheres do CDCM Casa Sofia (Zona Sul), CDCM Casa Viviane dos Santos, CDCM Casa Anastácia e  Centro de Atenção à Saúde Sexual e Reprodutiva Casa Ser Maria Auxiliadora Lara Barcelos(Zona Leste), Centro de Referência à Mulher (CRM) Casa 25 de Março (Zona Central), e CCM Casa de Parelheiros (Zona Sul).

Durante a execução do projeto, o Coletivo As Trapeiras também buscou disseminar informações relevantes e caminhos para ampliar a rede de proteção das mulheres, como é o caso do aplicativo PenhaS, do instituto AzMina, que tem abrangência nacional e oferece apoio para mulheres em relacionamentos abusivos.

Neste período, aconteceu também o lançamento do portal www.astrapeiras.com, uma plataforma virtual de visibilidade para mulheres cis e trans com informações sobre o combate à violência de gênero, textos de inspirações para o autocuidado e incentivo ao trabalho realizado por mulheres que passam ou passaram por violência doméstica, além de uma loja virtual com temática feminista de produtos utilitários com artes exclusivas da ilustradora Helena Ariano e diagramação da Designer Gráfico Thais da Silva Ribeiro.

O coletivo As Trapeiras foi fundado em 2015 por Sabrina Motta, Jessica Duran e Ivy Mari Mikami. Já contou com as artistas Carol Doro, Patrícia Silva, Marina Afarez, Cecília Botoli, e atualmente é integrado pelas artistas plurais Amabile Inaê, Ivy Mari Mikami e Verónica Gálvez Collado.

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