Manaus, 10/08/2022

Brasil

Corrente de comércio brasileira chega a US$ 54,4 bilhões em maio

Corrente de comércio brasileira chega a US$ 54,4 bilhões em maio
07/07/2022 12h00

ASecretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgou em 13 de junho dos dados preliminares da balança comercial indicando que as exportações brasileiras somaram, em maio de 2022, US$ 29,6 bilhões, e as importações, US$ 24,7 bilhões. Isso gerou um saldo positivo de US$ 4,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 54,4 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 131,1 bilhões e as importações, US$ 106 bilhões, um saldo positivo de S$ 25,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 237 bilhões.

Tanto no mês quanto no acumulado do ano, houve uma preponderância do efeito do crescimento de preço na receita de exportação e na despesa com importação, de acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Médias

Nas exportações, a média de maio de 2022 totalizou US$ 1,3 bilhão, ou seja, crescimento de 8%. Em relação às importações, foi registrado aumento de 33,5%, já que a média de maio de 2022 foi de US$ 1,1 bilhão. A média diária da corrente de comércio em maio de 2022, totalizou, por sua vez, US$ 2,47 bilhões, e o saldo, também por média diária, foi de US$ 224,7 milhões.

A média das exportações de janeiro a maio de 2022 foi de US$ 1,27 bilhão, com crescimento de 20,3%. Em relação às importações, houve aumento de 29% na na média do período de janeiro a maio de 2022, que foi de US$ 1 bilhão. A média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,3 bilhões e apresentou crescimento de 24%.

Setores e produtos

O mês de maio de 2022 registrou a seguinte média diária das exportações, no corte por setores:  crescimento de US$ 0,82 milhão (0,2%) em Agropecuária; queda de US$ 13,05 milhões (-4,5%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 114,4 milhões (19,4%) em produtos da Indústria de Transformação.

A combinação desses resultados levou a um aumento das exportações. Tiveram destaque nesse crescimento os seguintes produtos: na Agropecuária, milho não moído, exceto milho doce; café não torrado; trigo e centeio, não moídos. Na Indústria de Transformação, farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos); farinhas de carnes e outros animais; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas; e produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, não folheados ou chapeados, ou revestidos.

No que se refere às importações, houve crescimento de US$ 2,99 bilhões (14,5%) na Agropecuária; de US$ 36,1 bilhões (74,8%) na Indústria Extrativa; e de US$ 244,1 (32,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

Esses resultados, combinados, levaram a um aumento das importações, puxado, principalmente, pelo aumento nas importações, na Agropecuária, de cevada não moída; trigo e centeio não moídos; frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas. Na Indústria Extrativa, de carvão, mesmo em pó, não aglomerado; óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos; e, na Indústria de Transformação, de adubos ou fertilizantes químicos; óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos.

Blocos e países

Maio de 2022 registrou o aumento das exportações, principalmente, para os seguintes destinos: África (89,8%), Oriente Médio (63,0%) União Europeia (47,7%), Mercosul (25,5%) e Estados Unidos (7,9%). As exportações para a China se reduziram em 11,9%.

Do lado das importações, os destaques de maio de 2022 foram: Oriente Médio (100,3%), África (52,4%), Estados Unidos (68,5%), Mercosul (28,0%) e China (14,5%).

Segundo a Secex, a guerra entre Rússia e Ucrânia tem influenciado o comércio e a economia mundiais como um todo, principalmente os preços de alimentos e combustíveis, já que os dois países são grandes produtores e concorrentes do Brasil no comércio internacional. O que se observa é o efeito preço, com o aumento das cotações em geral — tanto de alimentos, que o Brasil exporta, quanto de combustíveis, de que o Brasil é um importador líquido, afetando os dois lados.

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