Manaus, 06/10/2022

Brasil

Polícia Federal do Brasil acusa Bolsonaro de alarmismo ligado à COVID

Polícia Federal do Brasil acusa Bolsonaro de alarmismo ligado à COVID
18/08/2022 16h00

A Polícia Federal do Brasil acusou nesta quarta-feira o presidente Jair Bolsonaro de desencorajar o uso de máscaras durante a pandemia e sugerir falsamente que pessoas que foram vacinadas contra a Covid-19 correm o risco de contrair Aids.

Em um documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, um delegado de polícia disse que o esforço de Bolsonaro para desencorajar o cumprimento de medidas de saúde vinculadas à pandemia é um crime, enquanto seu esforço para vincular a AIDS à vacinação é uma contravenção.

A polícia pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, responsável pela investigação, que autorize a polícia a indiciar Bolsonaro e outros envolvidos no caso.

Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais em outubro passado, o presidente de extrema direita disse, sem apresentar nenhuma evidência, que relatórios do governo do Reino Unido mostraram que pessoas totalmente vacinadas contra o COVID-19 desenvolveram AIDS.

Bolsonaro, que se recusou a tomar a vacina, foi temporariamente suspenso do Facebook e do YouTube após os comentários.

A polícia disse que são necessárias medidas adicionais para concluir as investigações, incluindo a audiência de Bolsonaro.

O escritório do procurador-geral, que normalmente fornece representação legal para o presidente, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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