Manaus, 16/05/2022

Mundo

Presidente da Rússia diz que a Europa precisa do gás russo

Russian President Vladimir Putin chairs a meeting with members of the Security Council via a video link at the Novo-Ogaryovo state residence outside Moscow, Russia March 3, 2022. Sputnik/Andrey Gorshkov/Kremlin via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY.
Russian President Vladimir Putin chairs a meeting with members of the Security Council via a video link at the Novo-Ogaryovo state residence outside Moscow, Russia March 3, 2022. Sputnik/Andrey Gorshkov/Kremlin via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY.
14/04/2022 14h31

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (14/04) que Moscou irá trabalhar para redirecionar suas exportações de energia para o Oriente, enquanto a Europa tenta reduzir sua dependência, e acrescentou que os países europeus não irão conseguir abandonar o gás russo imediatamente.

A Rússia fornece cerca de 40% do gás natural da UE, e as sanções ocidentais por conta do que Moscou chama de sua “operação militar especial” na Ucrânia atingiram as exportações energéticas complicando o financiamento e a logística de acordos pré-existentes.

Enquanto a UE debate se aplica sanções sobre o petróleo e o gás russos, e países do bloco buscam o fornecimento em outros países, o Kremlin tem formado laços mais próximos com a China, maior consumidor de energia do planeta, além de outros países asiáticos.

“Os chamados parceiros de países hostis admitem para eles mesmos que não conseguirão ficar sem os recursos energéticos da Rússia, incluindo o gás natural, por exemplo”, disse Putin em uma reunião do governo televisionada.

“Não há substituição racional para o gás russo na Europa hoje”.

Putin também disse que a Europa, ao falar sobre o corte de energia fornecida pela Rússia, está impulsionando os preços e desestabilizando o mercado.

O líder afirmou que a Rússia, que representa aproximadamente um décimo da produção global de petróleo, e cerca de um quinto do gás, precisará de nova infraestrutura para impulsionar o fornecimento de energia para a Ásia.

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